Recentemente, a famosa empresa de consultoria McKinsey publicou o estudo What’s driving the connected car, que faz uma análise interessante sobre a tecnologia de informática aplicada aos veículos.

Atualmente, para se ter uma referência, um veículo médio tem a potência de 20 microcomputadores, processando 25 gigabytes de informações por hora. Até agora, toda essa tecnologia estava somente associada a melhorar a e ciência interna de cada veículo. Nesse momento, porém, o segmento está mudando de fase e a tendência é desses veículos começarem a interagir de forma mais intensa com o resto do mundo – com outros veículos, inclusive –, utilizando, para isso, a internet. A partir daí, vai surgir o conceito connected car (ou carro conectado).

Uma estimativa inicial é que todo o segmento envolvido com esses mecanismos de conexão passe dos €30 bilhões dos dias de hoje para um patamar de €170 bilhões em 2020! Um aumento extraordinário em poucos anos. Mas o estudo mostra que não será uma mudança fácil, pois com essa conectividade haverá também uma consequência cultural na própria sociedade. Para medir esse efeito, foi feita uma pesquisa com 2 mil proprietários de veículos em quatro países distintos – Brasil, China, Alemanha e EUA.

Nesse caso, a pergunta chave foi: Você, motorista, tem o receio de ver o seu carro invadido digitalmente? Ou seja, no futuro, pode-se até dizer, de forma irônica, que o termo “invadir um carro” ganhará também outro signi cado, além de um simples arrombamento.

?Os números mostram que, em média, 59% dos motoristas brasileiros têm receio de que alguém consiga entrar no sistema desses veículos (se for o caso, bloqueando os freios). Mesmo não havendo essa invasão maliciosa, o estudo mostra que existe também a preocupação em alguns motoristas de que, com a tecnologia do carro conectado, haja perda de privacidade ou mesmo com os custos elevados desses novos mecanismos. Essa é uma realidade que, cedo ou tarde, o mercado de seguros terá que enfrentar.

Esta coluna é elaborada pelo consultor de economia do Sincor-SP, Francisco Galiza

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