OS EFEITOS BENÉFICOS DA CROMOTERAPIA PARA A SAÚDE FÍSICA E MENTAL

Por Guilherme Contrucci

Quando os estudos da Cromoterapia avançaram no período dos antigos sacerdotes médicos do Tibete e Egito, a humanidade percebeu que, de fato, o espectro das cores continha informações poderosas e úteis, e que cada cor tinha um significado, além daquele perceptível pelo olho humano.

Naquele tempo, acreditava -se que as cores impactavam diretamente na aura humana (corpo áurico) produzindo alterações de toda ordem, desde físicas até emocionais.

Voltando um pouco no tempo, tem-se que o primeiro a reconhecer a natureza espetral da cor e a formular uma teoria científica a seu respeito foi o físico e matemático britânico Isaac Newton (1642-1727). A definição de cor para a física, leva em consideração que o olho humano codifica apenas uma sensação, quando a luz com seu respectivo comprimento de onda alcança a sua retina.

Toda cor se pode obter a partir de três cores básicas, fundamentais ou primárias para a luz: o azul, o vermelho e o verde, e para os pigmentos: o amarelo, o magenta e o azul-verde, segundo os físicos e pesquisadores Thomas Young (1733-1829) e James Clerk Maxwell (1831-1879).

O espetro visível cobre uma extensão de cores que varia continuamente desde o vermelho ao violeta. Neste espetro há geralmente uma divisão em sete cores a que correspondem determinados intervalos de comprimento de onda.

Assim, a luz solar é formada pelos diferentes comprimentos de onda que os corpos absorvem ou refletem de forma distinta, de modo a que, quando uma substância reflete todos os comprimentos de onda, se diga que é branca. Se pelo contrário, absorve todos os comprimentos de onda, diz-se que é negra.

Da mesma maneira, se uma substância absorve todos os comprimentos de onda menos os referentes a uma determinada cor, então essa é a sua cor.

Interessante não é mesmo? Sempre gostei muito do estudo das cores, me lembro muito bem das aulas de física nos laboratórios do Colégio São Luiz, em São Paulo, nos idos dos anos 70.

Foi por essa razão que encontrei o interesse pela Cromoterapia, como um método eficiente de tratamento físico e mental; a cromoterapia é um campo das ciências das terapias complementares.

Os efeitos da cromoterapia levam em consideração os fatores neuroendócrinos, uma vez que a simples visualização de uma determinada cor, pode estimular o cérebro e os pontos sensoriais. Essa constatação, mais moderna se comparada com as crenças do passado, a respeito do campo áurico, é estudada em centros clínicos e holísticos.

A projeção de fachos de luz sobre o corpo é a técnica utilizada na cromoterapia, mas outras maneiras de expor o corpo e a visão também podem ser utilizadas, por exemplo usar vidros coloridos ou a própria roupa. Nesse aspecto, a escolha das cores das roupas também colabora para o bem estar da pessoa.

O vermelho estimula o sistema nervoso, tem relação com a paixão, entretanto não é recomendado para inflamações. Já o azul acelera o metabolismo, enquanto a cor amarela trabalha a parte muscular.

A cor laranja tem efeito antiespasmódico, e o verde dá um sentimento de renovação.

O terapeuta também pode combinar cores para minimizar diversas patologias, por exemplo, misturando as cores amarelo e verde claro obtém a cor limão que auxilia no rejuvenescimento corporal.

Introduza na sua vida as terapias complementares e você sentirá os benefícios no seu corpo, mente e emoções.

Viva as cores!

CRENÇAS, SAÚDE E A COMUNICAÇÃO

por Guilherme Armando Contrucci

Na quase totalidade das vezes, as crenças são nossas orientadoras de vida. Sem elas, não seria possível estabelecer o modo pelo qual decidimos caminhar pela estrada da vida; como diz o mestre Luiz Carlos Kozlowski “os valores influenciam as decisões que por sua vez influenciam as atitudes”.

Está aí, no baú dos valores, a residência das nossas crenças.

Esses princípios orientadores podem ser vistos como ideias pragmáticas da nossa própria realidade, ou seja, a crença em si, muitas vezes, baseia-se em nossas ações, mesmo que não representem aquilo que acreditamos ser a verdade.

Bastante complexo, assim como é a mente do do homem atual.

Nesse sentido, as crenças em relação à saúde demonstram o quanto podemos ter mais ou menos longevidade e qualidade de vida, uma vez que diversas experiências científicas e acadêmicas comprovaram que aquilo que acreditamos a respeito da nossa saúde pode ter mais influência do que as avaliações objetivas da saúde. As experiências mostram que muitas pessoas com problemas crônicos de saúde acreditam ter mais saúde que outras com simples rinites ou resfriados frequentes.

“A sua maneira de definir a saúde afeta a sua opinião sobre a própria saúde. O quanto você acredita ser saudável afeta a duração do seu tempo de vida”, dizem os especialista Joseph O’ Connor e Iam McDermott.

Esses princípios norteadores, ou crenças, quando comunicadas corretamente na denominada  “comunicação intrapessoal” (nossa própria comunicação interna), podem nos levar a resultados positivos enquanto pronunciamos palavras e expressões realistas e esperançosas, ou podem levar a nossa mente decidir que os nossos problemas de saúde são maiores do que os próprios diagnósticos da medicina objetiva.  Saúde é um conceito positivo, relacionado com a nossa capacidade de viver e fazer, os nossos hábitos e como apreciamos o que vivemos e fazemos. Muito diferente do que prega a Organização Mundial de Saúde (OMS) que a saúde é “um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente ausência de afecções e enfermidades”. A saúde passou, então, a ser mais um valor da comunidade que do indivíduo.

Considerando que as crenças vem do controle dos fatores e emoções internas do homem, uma vez que não temos como controlar os eventos externos, em sua maioria não dependem de nós, de nada adianta, portanto, querermos impressionar e controlar o mundo exterior pois essas atitudes e necessidades afetam diretamente a saúde humana, especialmente com o aparecimento das patologias psicossomáticas, como o estresse e tensões físicas / mentais, denominadas de “estresse de poder” segundo McClelland em “Stressed power motivation…”.

Uma vez que temos tudo dentro de nós para que alcancemos o sucesso e a plena saúde, a aplicação de metodologias que busquem resgatar essas ferramentas e “remédios” são cada vez mais praticadas atualmente. Os centros e institutos que ensinam e promovem vivências de comunicação assertiva, autoconhecimento, autocura, meditação e terapias complementares, estão mostrando que a busca pelo equilíbrio corpo-mente-emoções é cada vez mais prioritária no tempo e espaço em que vivemos.

O CORPO HUMANO: UM INSTRUMENTO DE PERCEPÇÃO DA COMUNICAÇÃO

por Guilherme Armando Contrucci

O famoso seriado Lie To Me (Engana-me se Puder), protagonizado pelo ator Tim Roth, que interpreta o Dr. Cal Lightman (baseia-se no personagem real Paul Ekman), sendo exibido no Brasil pelo canal FOX Brasil desde 2009, mostra que é possível detectar fraudes e mentiras em todas as pessoas, especialmente naqueles que estão sendo investigados por delitos e crimes de toda espécie, através de técnicas comportamentais e estudos da linguagem e expressões do corpo humano.

No seriado, o Dr. Cal e sua assistente Dra. Gillian Foster (Kelli Williams) observam atentamente as micro expressões faciais das pessoas, além das expressões corporais que mencionei acima, dando subsídios técnicos para que a justiça possa tomar decisões mais assertivas quando o assunto é a condenação, ou não, de possíveis infratores ou criminosos.

Na comunicação intrapessoal, não só os sinais corporais e as tais expressões do rosto podem ser grandes aliados na persuasão e no convencimento, mas também outras percepções sutis são grandes aliados quando o assunto é a boa prática da comunicação, ou as negociações profissionais, incluindo aqui as práticas educativas entre pais e filhos ou professores e alunos no processo ensino – aprendizagem.

O best-seller de Roland Tompakow e Pierre Weil, O Corpo Fala (1973), mostra que centenas de movimentos e expressões corporais inconscientes, como por exemplo sentar com as penas abertas demais ou cruzadas, sorrir durante uma conversa, virar o pé esquerdo, virar as palmas das mãos para cima ou para baixo, cruzar os braços,colocar a mão no queixo e outros movimentos e gestos, são significados objetivos, embora inconscientes, que podem ser interpretados de modo benéfico ou elucidativo para todos que estiverem ouvindo a mensagem, no caso denominados receptores da comunicação interpessoal.

Não estarão aí as causas das “simpatias ou antipatias” que percebemos nas pessoas logo nos primeiros encontros, principalmente assim que elas começam a se comunicar? Lembram que escrevi sobre as quatro atitudes pelas quais uma pessoa é julgada, sendo que uma delas é “como falamos o que falamos”, usando teorias do Dr. Lair Ribeiro? Pois bem, as expressões corporais apontam imediatamente quando a nossa comunicação é bem aceita pelos receptores, alunos ou filhos, e como podemos fazer para transformar os ruídos da comunicação e mensagens agradáveis e de fácil entendimento; ou até se devemos interromper aquilo que estamos falando, contando, apresentando ou vendendo.

Por exemplo:

Observe os pés de um casal e veja que, quando sentados, ou de frente um para o outros, os pés deles apontam-se mutuamente, significando grande harmonia e entendimento. A mão esquerda da mulher, se estiver presa ao homem, pode significar um pedido de proteção, uma vez que a mão esquerda é a mão do sentimento e da emoção. Por outro lado, a mão direita do homem, a mão da proteção e acolhimento, pode mostrar que ele protege ou domina a mulher, quando no corpo dela está sua mão encostada.

Outro exemplo, é uma técnica para criar diálogo e relação de confiança com a outra pessoa, chamado de “espelhamento”, ou seja, imitar o comportamento do outro de forma sutil. Dessa forma, pode existir uma relação de reconhecimento no emissor da comunicação. Quando assumimos essa mesma posição fisiológica, estamos dizendo que “sou igual a você”.

Muitas escolas de comunicação pecam por ensinarem apenas as técnicas para formatar e juntar palavras e expressões, dando bastante ênfase ao quesito conteúdo, mas esquecem de dar atenção aos principais elementos que são a expressão corporal e o tom de voz.

Conhecendo algumas técnicas e sabendo analisar as posturas, todos podem se beneficiar desses conhecimentos.

Comunicação é uma arte!

 

AS DIMENSÕES DA COMUNICAÇÃO SEGUNDO GARDNER

AS DIMENSÕES DA COMUNICAÇÃO SEGUNDO GARDNER

por: Guilherme Armando Contrucci

Os testes tradicionais de inteligência sempre levaram em consideração as inteligências verbal e a lógica/matemática. Howard Gardner desenvolveu, na década de 80, uma nova teoria conhecida como teoria das inteligências múltiplas.

Ele classificou as inteligências humanas em sete tipos diferentes, a saber:

  • Inteligência Linguística – Linguistic Intelligence
  • Inteligência Musical – Musical Intelligence
  • Inteligência Lógica/Matemática – Logical-Mathematical Intelligence
  • Inteligência Visual/Espacial – Spatial Intelligence
  • Inteligência Corporal/Cinestésica – Bodily-Kinesthetic Intelligence
  • Inteligência Interpessoal – Interpersonal Intelligence
  • Inteligência Intrapessoal – Intrapersonal Intelligence

Desde a edição do famoso Estruturas da Mente, em 1983, Gardner propôs duas novas dimensões de inteligência: a inteligência naturalista (naturalist) e a inteligência existencialista (existentialist), subindo de sete para nove tipos de inteligência humana.

Costumo dizer que, dentre as nove dimensões da inteligência humana, duas delas se destacam quando o tema é a comunicação. As inteligências intrapessoais e interpessoais tem grande relevância no sentido de serem instrumentos utilizados pelo homem na busca de seus objetivos e metas.

Considerando que a inteligência intrapessoal é exercida ininterruptamente, uma vez que esse tipo de inteligência é aquela na qual o interlocutor fala consigo mesmo (verbalizando ou apenas pensando), não a relaciono como um tema a ser estudado no campo da comunicação, melhor dizendo, não há técnicas e estudos em oratória para que consigamos falar conosco mesmos; a comunicação é intuitiva e inerente ao Ser humano. Vale ressaltar que, ter pensamentos positivos, otimistas e prazerosos, é uma forma de se ter mais equilíbrio e assim poder alcançar  os objetivos e metas de vida.

Portanto, no campo da comunicação, a inteligência interpessoal é tema de muitos estudos, pesquisas e artigos científicos tal  sua relevância para o desenvolvimento e crescimento do homem e da sociedade como um todo. Sem falar do mundo dos negócios onde cada vez mais se faz necessário o exercício da comunicação assertiva, de modo que clientes e fornecedores alcancem seus objetivos pessoais e empresariais.

A comunicação interpessoal é aquela em que o indivíduo apresenta, com um simples “abrir a boca e falar”, o seu poder pessoal. Quem o tem, basta iniciar a comunicação que ele se torna visível e respeitado. Quem não o tem, não pode expressá-lo. Concluo que o poder pessoal está diretamente ligado ao poder de comunicação do indivíduo.

Podemos observar que essa constatação é valida: O melhor médico não é aquele que conhece melhor a medicina, mas é aquele que se relaciona melhor. Isto se dá em todas as profissões. Vemos professores doutores que, apesar do grande conhecimento da matéria, não conseguem se expressar ou se comunicar tão bem quanto o seu conhecimento adquirido. Por outro lado, docentes com grande capacidade de expressão, tendem a ser melhor reconhecidos.

No próximo artigo, vou falar sobre as técnicas ou maneiras que você pode utilizar para que a sua comunicação interpessoal seja cada vez melhor.

Até lá e um abraço!

CUIDE BEM DA SUA LÍNGUA

CUIDE BEM DA SUA LÍNGUA

por: Guilherme Armando Contrucci

Além desse órgão gustativo ter importante função para o organismo, ela participa diretamente da expressão verbal oral e modula o som da voz que é emitida.

São frequentes o aparecimento de aftas, enfraquecimento, vermelhidão, cortes, partes esbranquiçadas e espinhas em línguas, em pessoas de todas as idades. Há muitos casos de pessoas que mordem a própria língua.

Mais que isso, a língua começa apresentar esses sinais de doenças, enfraquecimento ou disfunções na medida em que “perdemos o prazer pela comunicação com quem nos cerca”, ou ainda por causa da “agressividade” com que nos comunicamos.

Muitas vezes a agressividade da nossa comunicação decorre do fato de estarmos colocando nossa opinião em assuntos que prometemos não mais nos envolver.

Ou seja, para cuidar bem da sua língua, lembre-se sobretudo de avaliar como anda sua comunicação com os outros.

Comunicação Eficaz no Ambiente de Trabalho – TJ SP

TJSP promove palestra sobre comunicação no ambiente de trabalho

A Sala do Servidor do Fórum João Mendes Júnior recebeu hoje (3) palestra sobre o tema Comunicação eficaz: motivando pessoas e organizações, proferida pelo especialista Guilherme Armando Contrucci. O evento foi organizado pela Coordenadoria de Apoio aos Servidores (Caps), com a colaboração da Escola Judicial dos Servidores (EJUS).

O juiz assessor da Presidência Roberto Chiminazzo Júnior abriu a palestra e deu boas-vindas ao convidado. “Exposições como essas são muito importantes para o desenvolvimento do nosso trabalho, pois podemos interagir com outros servidores e tornar nosso dia mais agradável”.
Guilherme Contrucci falou sobre a importância da boa comunicação nas relações interpessoais e também no ambiente corporativo. Segundo ele, os ruídos produzidos durante as tentativas de comunicação são os maiores causadores de conflitos entre as pessoas e, por isso, é preciso atenção durante o processo para que haja correto entendimento entre os interlocutores. “Estudiosos dizem que utilizamos 70% do nosso tempo para nos comunicar, seja escrevendo, falando, ouvindo ou gesticulando, e muitas vezes não conseguimos nos fazer entender, o que gera conflitos interpessoais. É preciso codificar corretamente a mensagem para que o interlocutor a entenda e consiga um bom feedback dessa comunicação”, explicou.

O palestrante falou, também, sobre um tema bastante atual, que envolve principalmente os mais jovens e causa grande dificuldade na compreensão das mensagens. “As novas gerações têm utilizado, para sua comunicação, símbolos e palavras abreviadas, o que dificulta o correto entendimento. A linguagem é uma grande barreira para uma boa comunicação e ela, infelizmente, está muito banalizada. A responsabilidade da boa comunicação é do emissor e, por esse motivo, a atenção à linguagem é fundamental. O conhecimento é algo que não ocupa espaço”, concluiu.

Ao final da palestra – acompanhada por 1.306 participantes, sendo 236 na Capital e 1.070 por transmissão online – o convidado recebeu certificado de participação do TJSP.

fonte: Comunicação Social TJSP – AM (texto) / RL (fotos)
imprensatj@tjsp.jus.br