Holiday Shopper Intentions: as compras nunca param no mundo digital

Por Beth Thomas, gerente de Desenvolvimento de Mercado e Varejo do Google

Os consumidores não param de comprar quando o shopping fecha suas portas. Um terço de todas as buscas de compras no Google ocorre entre 22h e 4h. Este final de ano (serve para 2016 e para os anos seguintes*) vai ser o período de compras mais conectado de todos os tempos, principalmente quando falamos da conexão na palma da mão. Hoje, já são 96 milhões de brasileiros on-line e a internet no celular é uma realidade no Brasil: 72% dos usuários de smartphones acessam a web todos os dias em seus aparelhos. Confira o estudo Holiday Shopper Intentions, realizado pela Ipsos, sobre o comportamento de consumo no ano passado.

O hábito de consumo foi se modificando com o avanço da tecnologia e com o maior acesso à internet. Este final de ano será o período de compras mais conectado de todos os tempos, com dispositivos na ponta dos dedos nos ajudando a encontrar as melhores promoções. Isso acontece porque as compras não param quando o shopping fecha suas portas. Um terço de todas as buscas de compras no Google ocorre entre 22h e 4h. Para entender como as tendências digitais afetarão a temporada de compras deste ano, conduzimos a pesquisa anual Holiday Shopper Intentions (Intenção de Compra dos Consumidores), durante o período de festas, em parceria com a Ipsos, analisando o comportamento de consumo dos compradores.

Seu celular: o melhor assistente de compras

Um dos maiores fatores que contribuem para as compras durante o dia são os nossos dispositivos móveis. A pesquisa mostra que 75% dos compradores por smartphone planejam utilizar seus celulares dentro das lojas nesta temporada. No passado, os consumidores chegavam às lojas com pouca informação e o vendedor era responsável por educá-los sobre os produtos. Agora, os consumidores chegam às lojas cheios de informação e estão transformando seus celulares em verdadeiros assistentes de compras pessoais. Um em cada três compradores usa seu smartphone para buscar informação em vez de perguntar aos vendedores da loja.

Descobrimos também que, quando os varejistas compreendem o comportamento móvel nas lojas, eles conseguem atingir os compradores on-line com informações úteis. Inclusive, 46% dos consumidores que usam seus celulares nas lojas ainda realizam a compra, o que representa um aumento de 11 pontos em relação a 2011. Os consumidores estão chegando às lojas com maior propósito e com mais informação do que antes – e os varejistas competentes estão transformando essa tendência em uma oportunidade.

A Black Friday está se tornando evento de um mês

As pessoas estão começando a pesquisar com maior antecedência e os varejistas vêm estendendo as promoções da Black Friday para todo o mês de novembro, mudando o foco de apenas um dia (28). Mais da metade dos consumidores pesquisados afirmaram que começarão suas pesquisas antes do feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos (27/11), considerando que 26% dos compradores começaram antes do Dia das Bruxas(31/10).

Os consumidores também estão passando mais tempo consultando outras fontes antes de tomar uma decisão. Em 2010, compradores utilizavam, em média, cinco fontes de informação antes de concluir uma compra, mas esse número mais do que dobrou, com compradores consultando pelo menos 12 fontes no ano passado. Isso significa que o período entre outubro e novembro tornou-se um momento crucial para que os varejistas atinjam compradores on-line, marcando presença com ofertas, informação, tutoriais sobre “como-fazer/usar” (“how to”) e conteúdo.

Compras on-line substituíram as compras pela vitrine

As pessoas estão acessando a web para buscar inspiração em todos os momentos do dia. E não mais apenas para pesquisar produtos específicos, mas para verem o que os seus amigos e influenciadores favoritos estão usando. Sites como o YouTube e Pinterest tornaram-se as novas vitrines, e a nova geração de influenciadores de moda também está afetando as decisões de compra.

75 % dos compradores por smartphone planejam utilizar seus celulares dentro das lojas na temporada de festas de fim de ano

No mundo são feitas 100 bilhões de buscas no mês, tornando a pesquisa um termômetro do interesse dos consumidores para as marcas. Isso porque o grande acesso à informação alterou totalmente o processo de decisão e de escolha de produtos, deixando a compra cada vez menos impulsiva. A pesquisa Reds e Google, de junho de 2013, revelou que 80% dos consumidores compraram itens após pesquisar algum produto na internet.

Os compradores não estão apenas utilizando o YouTube para pesquisar com antecedência; eles acessam vídeos enquanto tomam decisões nas lojas. Um em cada quatro consumidores afirmou usar o YouTube para buscar um vídeo relacionado ao produto que está pesquisando dentro da loja.

*interação de Guilherme Contrucci

 

Eficiência em períodos de transformação

Fonte: Google.com

Estamos vivendo um momento de tanta incerteza e instabilidade que o noticiário passou a ter mais ibope que o futebol, a novela ou a Kéfera. Como fazer negócios em um ambiente tão instável? Como sobreviver, e talvez até prosperar? Será que a crise ainda vai longe?

Para responder a estas e outras perguntas, quebrar esse clima de pessimismo e partir para a ação, reunimos grandes empresários em um evento aqui no nosso escritório, no dia 31 de março.

Clique aqui e confira o video do evento

Comportamento do consumidor: o brasileiro parou de comprar?

Fonte: Google.com

Se você tem um negócio ou trabalha para algumas marcas, sabe o quanto este clima de instabilidade política e econômica afeta a tomada de decisões – tanto de quem compra quanto de quem vende. Quando a situação fica meio nebulosa, é importante parar, entender as mudanças no comportamento do consumidor e ajustar sua estratégia para a nova realidade.

E em que o brasileiro começa a economizar? Será que ele fecha de vez a carteira e passa a comprar apenas itens de primeira necessidade? Definitivamente não é o que nossos insights mostram.

Com a ascensão econômica da classe C, a sociedade brasileira passou por uma grande transformação e se tornou bem mais inclusiva. As pessoas começaram a ter acesso a novas tecnologias, produtos de bem maior qualidade, fazer viagens diferentes, viver experiências com mais conforto. O que vemos é que elas não estão dispostas a abrir mão disso tão fácil assim.

Quando a grana fica curta, em vez de deixar de consumir, as pessoas encontram maneiras mais inteligentes de comprar.

Por exemplo, neste mês João está meio apertado, mas precisa de um tênis novo e tem uma marca favorita. Ele poderia até usar uma outra um pouco mais barata com o mesmo conforto, mas vestir aquela marca lhe dá um certo status e isso é importante para ele. O que ele faz?

Primeiro, compara os preços do modelo que ele quer.

Se ao comparar os preços João percebe que ainda está pesado para o bolso, ele tem uma outra saída: procurar por um produto usado em boas condições. Ou seja, abrir mão do que ele quer fica em último lugar na lista.

Outra mudança interessante é a disposição do consumidor para colocar a mão na massa na hora de economizar com serviços. Será que é uma oportunidade que você está deixando passar? Por exemplo, digamos que as vendas de sua marca premium de amaciante tenham caído e que uma das tendências que notamos foi o aumento significativo nas buscas por “como fazer amaciante caseiro?”.

Será que não é a hora de criar uma marca de combate mais acessível até o consumidor recuperar seu poder de compra? Ou será que você deve ser mais ousado e tentar aproveitar a situação para alavancar sua marca de condicionador de cabelo mais barata, já que esse é o principal ingrediente das receitas caseiras de amaciante? Seja qual for sua resposta, saber como o consumidor está se virando para contornar a redução de seu poder de aquisitivo é essencial na hora de criar uma estratégia.

Buscas por soluções caseiras

Além de ser uma ótima ferramenta para planejar a melhor das compras, o ambiente digital também se transforma em um excelente meio para conseguir uma renda extra e bancar as necessidades de consumo. Um bom exemplo é o aumento no número de pessoas oferecendo acomodações pelo Airbnb. Ana está louca para viajar, mas está quebrada. Então ela pensa naquele quarto da casa que estava cheio de caixas, dá uma arrumada nele e o anuncia no site. Ela começa a receber hóspedes e usa o dinheiro que ganha para a viagem que tanto queria fazer.

Fontes de renda online

Esses insights são apenas alguns exemplos. O aprendizado mais importante para empresas e marcas é saber que uma retração econômica não paralisa o consumidor, apenas o faz comprar de maneira menos impulsiva e mais consciente.

A grande virada está em abraçar essas mudanças, e o Google tem profissionais e ferramentas para ajudá-lo a explorar essas novas possibilidades. Observando as tendências de comportamento do consumidor, você pode colocar sua marca onde ela precisa estar, como tem que estar e na hora certa para impactar seu público.