Guilherme Contrucci fala sobre a Metafísica dos Projetos e dos Negócios no 18º Conec SP

O tema ” A Metafísica dos Negócios” atraiu um grande público durante a realização do 18º Congresso de Corretores de Seguros 2018, realizado no Expo Transamérica em São Paulo no mês de Setembro de 2018.

De acordo com a assessoria de comunicação do Sincor SP:

 

A metafísica nos negócios de seguros

Para Guilherme Contrucci, âncora, comunicador, educador e terapeuta, a sociedade vive a era da sincronicidade, mas para atingir os objetivos é preciso fazer essa conexão consigo mesmo. Sobre a questão, o terapeuta deixou aos congressistas a recomendação de “quatro verbos importantes para que consigamos realizar qualquer projeto: ousar, saber, calar e querer”.

CONECtion: formato inovador de palestras no 18° Conec

Escritório FF Advogados recebe palestra sobre Comunicação Assertiva com Guilherme Contrucci

O escritório de advocacia Fernades, Françoso, Figueiredo, Petros (FF Advogados), Itaim-Bibi, São Paulo, recebeu na sexta dia 31/08/2018 a palestra “Comunicação Assertiva: 9 atitudes transformadoras” para os colaboradores e sócios da empresa. Apenas o sócio Dr. Francisco Petros não pode estar presente, os demais Dra Thaís, Dra. Elisa e Dr. Edison participaram ativamente do evento.

Na palestra, Guilherme Contrucci falou sobre a importância de utilizar sempre a assertividade nos processos de comunicação, sejam eles verbais escritos e/ou falados, e também os não-verbais, de modo que a mensagem possa ser transmitida e recebida com o menor índice de ruído possível.

A organização do evento ficou a cargo da colaboradora Silmara Pereira, muito prestativa e competente.

A equipe de comunicação do professor Guilherme Contrucci agradece imensamente o convite feito pela FF Advogados (www.fflaw.com.br), e espera poder estar novamente em outra oportunidade, compartilhando conhecimentos sobre comunicação e comportamento.

Saúde e Paz a todos!

Godofreda Gilbra

contato@guilhermecontrucci.com.br

BEM-AVENTURADOS OS PACIFICADORES

HUBERTO ROHDEN

por Blog Evolução da Alma

A palavra latina pacificare, da qual é derivada pacificus, é composta de dois radicais (e o mesmo acontece em grego): pax e facere, isto é, “paz” e “fazer”. Pacificador (em latim: pacificus) é, pois, aquele que faz a paz, é um “fazedor de paz”, um homem que possui em si a força creadora de estabelecer ou restabelecer um estado ou uma atitude permanente de paz no meio de qualquer campo de batalha.

A tradução “pacíficos”, em vez de “pacificadores”, que se encontra em muitas versões portuguesas, não corresponde ao sentido do original grego eirenopoíí, nem ao latim pac~fici, porque ambos significam um processo ativo e dinâmico, e não apenas um estado passivo de paz.

Quem é, pois, verdadeiro pacificador?

Não é, em primeiro lugar, aquele que restabelece a paz entre pessoas ou grupos litigantes, mas sim aquele que estabelece e estabiliza a paz dentro de si mesmo. Aliás, ninguém pode ser verdadeiro pacificador de outros se não for pacificador de si mesmo. Só um auto pacificador é que pode ser um alo-pacificador. A pior das discórdias, a mais trágica das guerras é o conflito que o homem traz dentro de si mesmo o conflito entre o ego físico-mental da sua humana personalidade e o Eu espiritual da sua divina individua­lidade. Se não houvesse conflito interior, entre o seu Lúcifer e o seu Logos, não haveria conflitos exteriores na família, na sociedade, nas nações, entre povos. Todos os conflitos externos são filhos de algum conflito interno não devidamente pacificado. Por isso, é absurdo querer abolir as guerras ou revoluções de fora, as discórdias domésticas no lar ou no campo de batalha, enquanto o homem não abolir primeiro o conflito dentro da sua própria pessoa.

O grande tratado de paz tem de ser assinado no foro interno do Eu individual antes de poder ser ratificado no foro externo das relações sociais. Nunca haverá Nações Unidas, nunca haverá sociedade ou família unida enquanto não houver indivíduo unido. Pode, quando muito, haver um precário armistício (que quer dizer “repouso de armas”), mas não uma paz sólida e duradoura enquanto o indivíduo estiver em guerra consigo mesmo. Que é um armistício se não uma trégua, maior ou menor, entre duas guerras? Paz social, segura e estável, supõe paz individual, firme e sólida.

Quando o homem é mau e desabrido com os outros é porque não tem paz interior e sente a necessidade de descarregar o exces­so da sua infelicidade — “nervosismo”, na linguagem eufemística de cada dia — em alguém ou em alguma coisa, e os objetos mais próximos servem de para-raios para essa tensão do homem infeliz. Propriamen­te, deveria esse homem ser áspero consigo mesmo, o principal culpado; mas, como o egoísmo não lhe permite semelhante sinceridade, são os inocentes ou os menos culpados não raro, até coisas e animais domésticos alvo dessa irritação do homem intimamente desarmonizado consigo mesmo.

Quando o homem tolera a si mesmo, graças a uma profunda paz de consciência, todas as coisas e pessoas do mundo são toleráveis; mas, quando o homem, de consciência insatisfeita, não se tolera a si mesmo, nada lhe é tolerável.

O remédio não está em mudar os objetos, mas em corrigir o sujeito. Isto, porém, supõe uma sinceridade muito difícil e rara.”

A paz é, pois, um atributo do ser, é algo qualitativo, algo que tem afinidade com o EU SOU do homem. O homem que tem plena consciência do seu divino EU SOU não tem motivo para brigar ou declarar guerra a alguém por causa dos teres, que desunem os homens profanos. Mesmo que os outros o tratem com injustiça por causa dos teres, o homem espiritual sabe que todo esse mundo quantitativo do ter é pura ilusão: ninguém pode ter algo que ele não é, só o nosso ser é realmente nosso.

Por isso, o homem que chegou ao conhecimento de si mesmo é invulnerável; ninguém pode prejudicá­-lo, ninguém pode ofendê-lo, ninguém pode empobre­cê-lo, ninguém lhe pode infligir perda de espécie alguma, uma vez que ninguém pode obrigá-lo a perder o que ele é, e aquilo que ele tem não o enriquece nem a sua perda o empobrece.

A paz nasce, portanto, de uma profunda sabedoria, do conhecimento da verdade sobre si mesmo. Quem conhece essa verdade é livre de todo o ódio, tristeza, rancor, senso de perda e frustração. ”

Uma pessoa profundamente harmonizada em si mesma irradia harmonia ao redor de si e satura dessa imponderável e benéfica radiação, todas as coisas.

As suas auras benéficas envolvem tudo em um halo de serenidade e bem-estar, de fascinante leveza e luminosidade, que atuam, imperceptível, porém, seguramente, sobre outras pessoas receptivas.

O homem que estabeleceu a paz de Deus em sua alma é um poderoso fator para restabelecer a paz em outros indivíduos, e, através destes, na sociedade. Não é necessário que fale muito em paz, que aduza eruditos argumentos propace — basta que ele mesmo seja uma fonte abundante e um veemente foco de paz.

O filósofo místico norte-americano Émerson disse, certa vez, a um homem que falava muito em paz, mas não possuía paz dentro de si: “Não posso ouvir o que dizes, porque aquilo que és troveja muito alto. ”

“Quem não é pacificado dentro de si mesmo, não pode ser pacificador fora de si”

O PODER DA IMAGINAÇÃO

por Renata Conti Pereira

Como falamos no texto do mês passado, nosso hipotálamo “entende” as coisas de duas formas: ou é legal ou não é legal (o centro de recompensa e punição) e as pesquisas comprovam cada vez mais como ativamos as áreas cerebrais de diversas maneiras: vivenciando, experimentando, imaginando.

Se você fechar seus olhos agora e imaginar que está andando de bicicleta ativará no cérebro as mesmas áreas de quando você está mesmo pedalando! Você que se emocionou muito quando seu filho nasceu, mesmo que tenha sido há 10 anos, se fechar seus olhos agora e pensar nisso, sentirá as mesmas emoções e ativará as mesmas áreas cerebrais.

Nosso cérebro possui meios de ser o mais eficiente possível em sua utilização e preservação. Ele realiza suas atividades através dos circuitos neuronais e faz de tudo para economizar o máximo de energia possível! Veja uma das primeiras imagens feitas dos neurônios:

Uma criança faz cem vezes a mesma coisa para aprender determinada atividade, para ajudar partes do corpo a se desenvolverem mais, amadurecer, etc. Quando passamos por uma situação um determinado número de vezes nosso cérebro aprende a reagir e aprende a economizar energia.

A mente que mente

O seu cérebro não consegue analisar as situações de forma completamente racional, avaliando todas as variáveis envolvidas em cada caso. Para fazer isso, ele precisaria de muitos circuitos e gastaria muito mais energia. Mas, ao longo da evolução, a natureza encontrou uma solução: o cérebro pode mentir para seu dono. Sim, mentir. Descartar informações, manipular raciocínios e até inventar coisas que não existem. Dessa forma, é possível simplificar a realidade – e reduzir drasticamente o nível de processamento exigido dos neurônios. “São efeitos colaterais do funcionamento normal do cérebro”, diz Suzana Herculano Houzel, neurocientista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Leia mais sobre isso no site super.abril.com.br/ciencia/descubra-as-mentiras-que-o-seu-cerebro-conta-para-voce.

Sim! Nosso cérebro pode mentir MUITO! Sempre falo nas aulas sobre um programa no History Channel chamado Desafios do Cérebro. Mostra o quanto nosso cérebro nos engana, mas também o quanto podemos enganá-lo!

Experimente com comida! Você pode enganar seu cérebro comendo menos e se sentindo bem satisfeito se mastigar bem os alimentos. É simples assim! Basta mastigar bem os alimentos que você faz com que o hipotálamo ative o centro de saciedade mais rapidamente.

Hipotálamo

Controla a maioria das funções vegetativas e endócrinas do corpo, bem como muitos aspectos do comportamento emocional: sede/fome, raiva/briga, medo/reações a punição e desejo sexual.

Já falamos que ela regula os centros de RECOMPENSA e PUNIÇÃO sendo uma das mais importantes controladoras de nossas atividades corporais, nossos desejos, aversões e motivações; é através de sua ação que nosso corpo mostra como nos sentimos.

Emoções básicas como: medo, raiva, tristeza geram sensações mais intensas causando “stress” em nosso corpo.

Emoções sutis como o amor, otimismo, gratidão, bom humor promovem uma ação calma no corpo; geram estado de paz e tranquilidade.

Ligada ao Chakra Coronário participa da integração do nosso corpo físico ao nosso corpo energético, como toda glândula endócrina.

A mente “mente” e o corpo acredita

Como nosso cérebro quer economizar energia e nosso hipotálamo regula as funções e reações corporais; cada vez que eu sinto alegria, meu corpo todo sente alegria; cada vez que eu sinto raiva, meu corpo todo sente raiva; cada vez que eu falo de algo ruim, meu corpo todo sente algo ruim; se falo e penso coisas boas, meu corpo todo sente coisas boas.

Se tenho sempre as mesmas reações perante as situações e fatos da vida é preciso prestar atenção. Pode ser meu cérebro economizando energia. Ele já supõe o resultado e faz com que eu acredite.

Funciona assim com sistema de crenças, com postulados, com julgamento…

Neuroplasticidade

Nossos neurônios tem uma capacidade incrível que não conhecemos totalmente, mas, que eles aprendem logo e assumem novas funções já sabemos!

Michael Merzenich – um dos maiores estudiosos sobre esse assunto – diz: “O cérebro foi construído para mudar de acordo com as experiências vivenciadas e a forma como é usado. A esse processo contínuo chamamos de neuroplasticidade. Quando trabalhamos para aprimorar uma habilidade, ocorre uma mudança na “fiação cerebral” (nas sinapses ou conexões neuronais), ou seja, são selecionadas as conexões que dão suporte ao comportamento ou à habilidade que estamos desenvolvendo. Assim como quando exercito meu corpo obtenho uma série de benefícios e altero a regulação de uma série de processos bioquímicos, quando exercito meu cérebro altero todo o seu funcionamento, seu suprimento de sangue e de energia, bem como a força de suas operações. Portanto, não apenas melhoro uma habilidade em si, mas todo o maquinário cerebral. Quando jogo pingue-pongue pela primeira vez, sou muito desajeitado. Após um ano de prática intensa, fico muito habilidoso, consigo ver e acertar a bola com alta acurácia. Por meio de mudanças físicas e químicas incrivelmente complexas, criou-se um cérebro com esse recurso. Nosso cérebro será diferente daqui a uma semana e muito mais diferente ainda daqui a uma década. Pode ser uma mudança para frente ou para trás, ganhando ou perdendo habilidades. Depende do uso”.

Pesquisadores da Universidade de Washington em St. Louis, nos EUA, fizeram uma descoberta que deve mudar a maneira como os cientistas veem o cérebro humano. Eles desenvolveram um novo mapa do córtex cerebral, o que acabou revelando 100 novas regiões distintas em cada hemisfério. A pesquisa foi publicada na renomada revista científica Nature.

Estrutura das conexões cerebrais, captadas a partir de imageamento por difusão espectral. As fibras aparecem pintadas de acordo com a direção: vermelho = esquerdo-direito, verde = anterior-posterior, azul = cima-baixo. Imagem: www.humanconnectomeproject.org

Isso tudo nos mostra o quanto vale a pena acreditarmos que somos capazes de aprender sempre, de desenvolver novas habilidades, de melhorar a qualidade dos nossos pensamentos para melhorar nossa saúde.

Deixo aqui uma semente para que você entenda que realmente você cria a sua realidade, como eu crio a minha e o mundo todo cria a nossa.

OS EFEITOS BENÉFICOS DA CROMOTERAPIA PARA A SAÚDE FÍSICA E MENTAL

Por Guilherme Contrucci

Quando os estudos da Cromoterapia avançaram no período dos antigos sacerdotes médicos do Tibete e Egito, a humanidade percebeu que, de fato, o espectro das cores continha informações poderosas e úteis, e que cada cor tinha um significado, além daquele perceptível pelo olho humano.

Naquele tempo, acreditava -se que as cores impactavam diretamente na aura humana (corpo áurico) produzindo alterações de toda ordem, desde físicas até emocionais.

Voltando um pouco no tempo, tem-se que o primeiro a reconhecer a natureza espetral da cor e a formular uma teoria científica a seu respeito foi o físico e matemático britânico Isaac Newton (1642-1727). A definição de cor para a física, leva em consideração que o olho humano codifica apenas uma sensação, quando a luz com seu respectivo comprimento de onda alcança a sua retina.

Toda cor se pode obter a partir de três cores básicas, fundamentais ou primárias para a luz: o azul, o vermelho e o verde, e para os pigmentos: o amarelo, o magenta e o azul-verde, segundo os físicos e pesquisadores Thomas Young (1733-1829) e James Clerk Maxwell (1831-1879).

O espetro visível cobre uma extensão de cores que varia continuamente desde o vermelho ao violeta. Neste espetro há geralmente uma divisão em sete cores a que correspondem determinados intervalos de comprimento de onda.

Assim, a luz solar é formada pelos diferentes comprimentos de onda que os corpos absorvem ou refletem de forma distinta, de modo a que, quando uma substância reflete todos os comprimentos de onda, se diga que é branca. Se pelo contrário, absorve todos os comprimentos de onda, diz-se que é negra.

Da mesma maneira, se uma substância absorve todos os comprimentos de onda menos os referentes a uma determinada cor, então essa é a sua cor.

Interessante não é mesmo? Sempre gostei muito do estudo das cores, me lembro muito bem das aulas de física nos laboratórios do Colégio São Luiz, em São Paulo, nos idos dos anos 70.

Foi por essa razão que encontrei o interesse pela Cromoterapia, como um método eficiente de tratamento físico e mental; a cromoterapia é um campo das ciências das terapias complementares.

Os efeitos da cromoterapia levam em consideração os fatores neuroendócrinos, uma vez que a simples visualização de uma determinada cor, pode estimular o cérebro e os pontos sensoriais. Essa constatação, mais moderna se comparada com as crenças do passado, a respeito do campo áurico, é estudada em centros clínicos e holísticos.

A projeção de fachos de luz sobre o corpo é a técnica utilizada na cromoterapia, mas outras maneiras de expor o corpo e a visão também podem ser utilizadas, por exemplo usar vidros coloridos ou a própria roupa. Nesse aspecto, a escolha das cores das roupas também colabora para o bem estar da pessoa.

O vermelho estimula o sistema nervoso, tem relação com a paixão, entretanto não é recomendado para inflamações. Já o azul acelera o metabolismo, enquanto a cor amarela trabalha a parte muscular.

A cor laranja tem efeito antiespasmódico, e o verde dá um sentimento de renovação.

O terapeuta também pode combinar cores para minimizar diversas patologias, por exemplo, misturando as cores amarelo e verde claro obtém a cor limão que auxilia no rejuvenescimento corporal.

Introduza na sua vida as terapias complementares e você sentirá os benefícios no seu corpo, mente e emoções.

Viva as cores!

CRENÇAS, SAÚDE E A COMUNICAÇÃO

por Guilherme Armando Contrucci

Na quase totalidade das vezes, as crenças são nossas orientadoras de vida. Sem elas, não seria possível estabelecer o modo pelo qual decidimos caminhar pela estrada da vida; como diz o mestre Luiz Carlos Kozlowski “os valores influenciam as decisões que por sua vez influenciam as atitudes”.

Está aí, no baú dos valores, a residência das nossas crenças.

Esses princípios orientadores podem ser vistos como ideias pragmáticas da nossa própria realidade, ou seja, a crença em si, muitas vezes, baseia-se em nossas ações, mesmo que não representem aquilo que acreditamos ser a verdade.

Bastante complexo, assim como é a mente do do homem atual.

Nesse sentido, as crenças em relação à saúde demonstram o quanto podemos ter mais ou menos longevidade e qualidade de vida, uma vez que diversas experiências científicas e acadêmicas comprovaram que aquilo que acreditamos a respeito da nossa saúde pode ter mais influência do que as avaliações objetivas da saúde. As experiências mostram que muitas pessoas com problemas crônicos de saúde acreditam ter mais saúde que outras com simples rinites ou resfriados frequentes.

“A sua maneira de definir a saúde afeta a sua opinião sobre a própria saúde. O quanto você acredita ser saudável afeta a duração do seu tempo de vida”, dizem os especialista Joseph O’ Connor e Iam McDermott.

Esses princípios norteadores, ou crenças, quando comunicadas corretamente na denominada  “comunicação intrapessoal” (nossa própria comunicação interna), podem nos levar a resultados positivos enquanto pronunciamos palavras e expressões realistas e esperançosas, ou podem levar a nossa mente decidir que os nossos problemas de saúde são maiores do que os próprios diagnósticos da medicina objetiva.  Saúde é um conceito positivo, relacionado com a nossa capacidade de viver e fazer, os nossos hábitos e como apreciamos o que vivemos e fazemos. Muito diferente do que prega a Organização Mundial de Saúde (OMS) que a saúde é “um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente ausência de afecções e enfermidades”. A saúde passou, então, a ser mais um valor da comunidade que do indivíduo.

Considerando que as crenças vem do controle dos fatores e emoções internas do homem, uma vez que não temos como controlar os eventos externos, em sua maioria não dependem de nós, de nada adianta, portanto, querermos impressionar e controlar o mundo exterior pois essas atitudes e necessidades afetam diretamente a saúde humana, especialmente com o aparecimento das patologias psicossomáticas, como o estresse e tensões físicas / mentais, denominadas de “estresse de poder” segundo McClelland em “Stressed power motivation…”.

Uma vez que temos tudo dentro de nós para que alcancemos o sucesso e a plena saúde, a aplicação de metodologias que busquem resgatar essas ferramentas e “remédios” são cada vez mais praticadas atualmente. Os centros e institutos que ensinam e promovem vivências de comunicação assertiva, autoconhecimento, autocura, meditação e terapias complementares, estão mostrando que a busca pelo equilíbrio corpo-mente-emoções é cada vez mais prioritária no tempo e espaço em que vivemos.

O CORPO HUMANO: UM INSTRUMENTO DE PERCEPÇÃO DA COMUNICAÇÃO

por Guilherme Armando Contrucci

O famoso seriado Lie To Me (Engana-me se Puder), protagonizado pelo ator Tim Roth, que interpreta o Dr. Cal Lightman (baseia-se no personagem real Paul Ekman), sendo exibido no Brasil pelo canal FOX Brasil desde 2009, mostra que é possível detectar fraudes e mentiras em todas as pessoas, especialmente naqueles que estão sendo investigados por delitos e crimes de toda espécie, através de técnicas comportamentais e estudos da linguagem e expressões do corpo humano.

No seriado, o Dr. Cal e sua assistente Dra. Gillian Foster (Kelli Williams) observam atentamente as micro expressões faciais das pessoas, além das expressões corporais que mencionei acima, dando subsídios técnicos para que a justiça possa tomar decisões mais assertivas quando o assunto é a condenação, ou não, de possíveis infratores ou criminosos.

Na comunicação intrapessoal, não só os sinais corporais e as tais expressões do rosto podem ser grandes aliados na persuasão e no convencimento, mas também outras percepções sutis são grandes aliados quando o assunto é a boa prática da comunicação, ou as negociações profissionais, incluindo aqui as práticas educativas entre pais e filhos ou professores e alunos no processo ensino – aprendizagem.

O best-seller de Roland Tompakow e Pierre Weil, O Corpo Fala (1973), mostra que centenas de movimentos e expressões corporais inconscientes, como por exemplo sentar com as penas abertas demais ou cruzadas, sorrir durante uma conversa, virar o pé esquerdo, virar as palmas das mãos para cima ou para baixo, cruzar os braços,colocar a mão no queixo e outros movimentos e gestos, são significados objetivos, embora inconscientes, que podem ser interpretados de modo benéfico ou elucidativo para todos que estiverem ouvindo a mensagem, no caso denominados receptores da comunicação interpessoal.

Não estarão aí as causas das “simpatias ou antipatias” que percebemos nas pessoas logo nos primeiros encontros, principalmente assim que elas começam a se comunicar? Lembram que escrevi sobre as quatro atitudes pelas quais uma pessoa é julgada, sendo que uma delas é “como falamos o que falamos”, usando teorias do Dr. Lair Ribeiro? Pois bem, as expressões corporais apontam imediatamente quando a nossa comunicação é bem aceita pelos receptores, alunos ou filhos, e como podemos fazer para transformar os ruídos da comunicação e mensagens agradáveis e de fácil entendimento; ou até se devemos interromper aquilo que estamos falando, contando, apresentando ou vendendo.

Por exemplo:

Observe os pés de um casal e veja que, quando sentados, ou de frente um para o outros, os pés deles apontam-se mutuamente, significando grande harmonia e entendimento. A mão esquerda da mulher, se estiver presa ao homem, pode significar um pedido de proteção, uma vez que a mão esquerda é a mão do sentimento e da emoção. Por outro lado, a mão direita do homem, a mão da proteção e acolhimento, pode mostrar que ele protege ou domina a mulher, quando no corpo dela está sua mão encostada.

Outro exemplo, é uma técnica para criar diálogo e relação de confiança com a outra pessoa, chamado de “espelhamento”, ou seja, imitar o comportamento do outro de forma sutil. Dessa forma, pode existir uma relação de reconhecimento no emissor da comunicação. Quando assumimos essa mesma posição fisiológica, estamos dizendo que “sou igual a você”.

Muitas escolas de comunicação pecam por ensinarem apenas as técnicas para formatar e juntar palavras e expressões, dando bastante ênfase ao quesito conteúdo, mas esquecem de dar atenção aos principais elementos que são a expressão corporal e o tom de voz.

Conhecendo algumas técnicas e sabendo analisar as posturas, todos podem se beneficiar desses conhecimentos.

Comunicação é uma arte!

 

AS DIMENSÕES DA COMUNICAÇÃO SEGUNDO GARDNER

AS DIMENSÕES DA COMUNICAÇÃO SEGUNDO GARDNER

por: Guilherme Armando Contrucci

Os testes tradicionais de inteligência sempre levaram em consideração as inteligências verbal e a lógica/matemática. Howard Gardner desenvolveu, na década de 80, uma nova teoria conhecida como teoria das inteligências múltiplas.

Ele classificou as inteligências humanas em sete tipos diferentes, a saber:

  • Inteligência Linguística – Linguistic Intelligence
  • Inteligência Musical – Musical Intelligence
  • Inteligência Lógica/Matemática – Logical-Mathematical Intelligence
  • Inteligência Visual/Espacial – Spatial Intelligence
  • Inteligência Corporal/Cinestésica – Bodily-Kinesthetic Intelligence
  • Inteligência Interpessoal – Interpersonal Intelligence
  • Inteligência Intrapessoal – Intrapersonal Intelligence

Desde a edição do famoso Estruturas da Mente, em 1983, Gardner propôs duas novas dimensões de inteligência: a inteligência naturalista (naturalist) e a inteligência existencialista (existentialist), subindo de sete para nove tipos de inteligência humana.

Costumo dizer que, dentre as nove dimensões da inteligência humana, duas delas se destacam quando o tema é a comunicação. As inteligências intrapessoais e interpessoais tem grande relevância no sentido de serem instrumentos utilizados pelo homem na busca de seus objetivos e metas.

Considerando que a inteligência intrapessoal é exercida ininterruptamente, uma vez que esse tipo de inteligência é aquela na qual o interlocutor fala consigo mesmo (verbalizando ou apenas pensando), não a relaciono como um tema a ser estudado no campo da comunicação, melhor dizendo, não há técnicas e estudos em oratória para que consigamos falar conosco mesmos; a comunicação é intuitiva e inerente ao Ser humano. Vale ressaltar que, ter pensamentos positivos, otimistas e prazerosos, é uma forma de se ter mais equilíbrio e assim poder alcançar  os objetivos e metas de vida.

Portanto, no campo da comunicação, a inteligência interpessoal é tema de muitos estudos, pesquisas e artigos científicos tal  sua relevância para o desenvolvimento e crescimento do homem e da sociedade como um todo. Sem falar do mundo dos negócios onde cada vez mais se faz necessário o exercício da comunicação assertiva, de modo que clientes e fornecedores alcancem seus objetivos pessoais e empresariais.

A comunicação interpessoal é aquela em que o indivíduo apresenta, com um simples “abrir a boca e falar”, o seu poder pessoal. Quem o tem, basta iniciar a comunicação que ele se torna visível e respeitado. Quem não o tem, não pode expressá-lo. Concluo que o poder pessoal está diretamente ligado ao poder de comunicação do indivíduo.

Podemos observar que essa constatação é valida: O melhor médico não é aquele que conhece melhor a medicina, mas é aquele que se relaciona melhor. Isto se dá em todas as profissões. Vemos professores doutores que, apesar do grande conhecimento da matéria, não conseguem se expressar ou se comunicar tão bem quanto o seu conhecimento adquirido. Por outro lado, docentes com grande capacidade de expressão, tendem a ser melhor reconhecidos.

No próximo artigo, vou falar sobre as técnicas ou maneiras que você pode utilizar para que a sua comunicação interpessoal seja cada vez melhor.

Até lá e um abraço!

CUIDE BEM DA SUA LÍNGUA

CUIDE BEM DA SUA LÍNGUA

por: Guilherme Armando Contrucci

Além desse órgão gustativo ter importante função para o organismo, ela participa diretamente da expressão verbal oral e modula o som da voz que é emitida.

São frequentes o aparecimento de aftas, enfraquecimento, vermelhidão, cortes, partes esbranquiçadas e espinhas em línguas, em pessoas de todas as idades. Há muitos casos de pessoas que mordem a própria língua.

Mais que isso, a língua começa apresentar esses sinais de doenças, enfraquecimento ou disfunções na medida em que “perdemos o prazer pela comunicação com quem nos cerca”, ou ainda por causa da “agressividade” com que nos comunicamos.

Muitas vezes a agressividade da nossa comunicação decorre do fato de estarmos colocando nossa opinião em assuntos que prometemos não mais nos envolver.

Ou seja, para cuidar bem da sua língua, lembre-se sobretudo de avaliar como anda sua comunicação com os outros.